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::: Anna Claudia de Macedo Carlos Nascimento (Sócia-gerente da OCA)

Informática e meio ambiente

Desde os primeiros momentos em que desenvolvemos nossa tecnologia com a capacidade de unir o conhecimento às ferramentas há 10.000 anos, até a revolução industrial onde ocorreram mudanças tecnológicas com profundo impacto se baseando na exploração dos recursos não-renováveis, temos a certeza que toda essa tecnologia contribui em diversos momentos com os impactos ambientais que causamos a terra em busca de evolução.
O que vemos é que esse desenvolvimento trouxe uma grande escassez de recursos, diversas alterações na biosfera e para agravar, nossa sociedade tem uma enorme dificuldade de concentrar esforços em reverter esse processo por pura ignorância em não praticar um desenvolvimento sustentável
E aí temos hoje os computadores, que participam também, juntamente com diversas outras tecnologias, com o consumo de recursos em sua construção e acúmulo de lixo - sua parcela de contribuição na degradação do meio ambiente.
Porém vivemos uma transição crítica nesse novo milênio, uma crise de paradigmas e uma radical transformação na base tecnológica da civilização moderna globalizada. Acumulam-se os estudos formuladores de mudanças globais, previsões, cenários e avaliações que podem servir de pontes para o redesenho do sonho do desenvolvimento sustentável.
Podemos dizer que: esta transição se inicia quando vemos conhecimento científico aplicado a soluções que buscam a harmonia entre esse representante máximo da tecnologia atual e caminhos que sejam menos impactantes.
Um pequeno exemplo é a Climate Savers Computing Initiative, uma organização sem fins lucrativos dedicada à redução do consumo de energia em 50% até 2010, que reúne empresas do porte da Intel, Dell, Google, HP, Microsoft, World Wildlife Fundation, AMD, eBay, Fujitsu, Hitachi e Sun. Essa iniciativa significará uma redução na emissão de 54 milhões de toneladas de carbono ao ano gerada pelos computadores em todo mundo. Isso implicaria em uma economia de 62 bilhões de kilowatt/hora de energia em 2010, com custos estimados em 5,5 bilhões de dólares, segundo o grupo.
O desenvolvimento tecnológico aliado a informática, hoje são usados na criação de ambientes interativos para educação ambiental, no desenvolvimento de softwares e instrumentos que mapeiam a biosfera, facilitando a fiscalização em busca de soluções no caminho da preservação e do desenvolvimento sustentável.
Devemos ter muito cuidado para não chegarmos ao “point of no return”, onde a extrema necessidade seja justificativa para acelerar o extermínio da raça humana por conta de guerras em busca de recursos naturais, consequências diretas do mau uso que fazemos hoje.
Cabe ao ambientalismo, mas também a todos setores contemporâneos e tradicionais, buscar inspiração nessas inovações das grandes corporações e agências governamentais e disseminá-las para todos os grupos sociais. Criando assim, condições para o estabelecimento de ambientes mais eficientes. A lógica do risco e da precaução não pode impedir a experimentação constante na busca de eficiência tecnológica, desde que conjugados aos imperativos da democracia e da sustentabilidade.
Para saber mais, visite Climate Savers Computing Initiative e veja como cada um pode contribuir seguindo pequenas dicas no uso do seu computador. www.climatesaverscomputing.org


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