


::: EDITORAL
Competição
A vida é uma eterna competição que culmina sempre com a sobrevivência do mais apto, segundo a teoria de Herbert Spencer. Spencer foi um profundo admirador da obra de Charles Darwin. É dele a expressão “sobrevivência do mais apto”, e em sua obra procurou aplicar as leis da evolução a todos os níveis da atividade humana. Com base em suas idéias, alguns autores procuraram justificar a divisão da sociedade em classes, sugerindo que estas seriam exemplos de seleção natural.
Estamos ainda em plena Copa do Mundo de Futebol onde 32 países competem entre si para ver quem é o melhor nessa categoria de esporte coletivo. Vencerá quem for o mais forte, o mais harmônico, o mais alinhado com os objetivos de vitória plena. Vimos países como a França e a Itália, que antes da competição foram apontados como favoritos ao título, despencarem, entre outras causas, pela falta de renovação dos seus atletas e pela falta de parceria. O mais importante é o trabalho em parceria, que é um conjunto de ações que as pessoas fazem para alcançar um objetivo comum. Para haver parceria entre os indivíduos, quase sempre eles devem possuir harmonia de interesses ou seja, alguém sempre vai ter que ceder (perder) em alguma vantagem para manter a cooperação funcionando.
De acordo com as moralidades, todas as pessoas que estiverem se encontrando propositalmente ou acidentalmente devem, no mínimo, se respeitarem, ou seja, tratar bem uma à outra, e se não poder ajudar o próximo, não o atrapalhe.
O problema é que essas regras morais não são exatas e podem ser burladas com certa facilidade, e quando um indivíduo se sente, injustamente denegrido por outro, há um início de mau relacionamento entre as partes. O entrave maior é que na sociedade ocorre casos de pessoas que inventam estarem sendo injustiçadas, com o motivo primário de fazer a sociedade culpar a pessoa-alvo.
Vimos recentemente a criação do Sindicato das empresas de informática, com uma seleção de pessoas com interesses comuns, ávidas por fazer crescer esse mercado tão disputado em todo o mundo e Natal não é diferente. Para reforçar o entrosamento e o alinhamento das idéias, estiveram aqui os presidente da Fenainfo e o representante do Sindicado da informática de Pernambuco.
O grande articulador desse movimento é o empresário Adriano Motta, da Attalus Tecnologia. Ele assumiu a liderança do grupo e vem fazendo esforços para que profissionais e empresários do setor estejam preparados para crescerem em todas as dimensões.
O grupo consente em dar autoridade para um indivíduo, mesmo que informalmente. O bom líder é aquele que consegue influenciar sem imposição, mas, pelo seu serviço e idéias. Outro lider é Afrânio Miranda, presidente da Aneinfo – Associação Norte-rio-grandense das Empresas de Informática que vem brigando para que o Selo de Qualidade, desenvolvido pela sua entidade, em parceria com o Sebrae, aconselhando que produtos de informática não sejam comprados, por exemplo, em supermercados e lojas de eletrodomésticos, entre outras ações.
Surge agora um novo articulador e lider, George Bulhões que, à frente da Assespro, reune idéias e ações para, em conjunto com a Aneinfo e Setirn, evitarem, por exemplo que o projeto Metrópe Digital fique nas mãos de professores e interesseiros da UFRN longe dos empresários do setor.
Estamos nessa competição. Afrânio Miranda, Adriano Motta e George Bulhões têm o dever de evitar que a UFRN se isole cada vez mais da sociedade e faça do Metrópe Digital um capricho dos seus dirigentes.
Que Deus nos abençoe, sempre!
Até agosto.
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