


::: Pesquisa
Luminosidade
e exposição.
Parte 1
Este mês vou tratar sobre dois conceitos fundamentais da fotografia (tanto a convencional quanto a digital), base para o esclarecimento de uma série de dúvidas que muitos encontram no dia-a-dia com suas maquininhas digitais. Como o assunto é um pouco longo vou dividir em dois ou três artigos nesses próximos meses.
A captura de uma imagem depende da exposição de uma superfície sensível à luz (o filme ou o sensor) por um determinado espaço de tempo. Se entrar luz demais, a foto fica superexposta, esbranquiçada, “estourada”. Com luz de menos, fica subexposta, muito escura. E as formas de controlar quanta luz entrará são justamente os ajustes de abertura e velocidade.
Luminosidade

Abertura, como o nome indica, é o tamanho do orifício pelo qual a luz entra na câmera. Esse orifício e determinado pelo diafragma, que pode produzir um orifício maior ou menor, de acordo com a abertura selecionada. Este ajuste também é chamado de F-stop.
Normalmente o valor da abertura é expresso na forma F/X (daí o F-stop) ou 1:X. Quanto maior o denominador (X), menor a abertura. Daí o fato de uma abertura de F/2,8 (ou 1:2,8) ser maior que uma F/4 (1:4), por exemplo. Quando olhamos as especificações de uma lente quase sempre encontramos o valor de sua abertura máxima (1:1,4, na imagem que ilustra esta coluna): quanto menor o número, maior a abertura e mais “clara” é dita a tal lente. Lentes mais “claras” são melhores para fotos com pouca luz e permitem o uso de velocidades maiores, sendo também ditas mais “rápidas”.
Por razões que não vale a pena tentar compreender agora, uma tabela de abertura considera como “inteiros”, ou “stops”, os valores F/1, F/1,4, F/2, F/2,8, F/4, F/5,6, F/8, F/11, F/16, F/22 e F/32, e, como intermediários, ou “half-stops”, os números F/1,2, F/1,7, F/2,3, F/3,4, F/4,7, F/6,7, F/9,5, F/13, F/19, F/27 e F/38. Muitos desses valores são freqüentemente encontrados nas especificações de lentes e nos ajustes das câmeras. De um stop (inteiro) para outro a quantidade de luz que entra na câmera em um determinado tempo de exposição é reduzida pela metade.
Exposição
O tempo de exposição nada mais é do que a velocidade (chamada, em inglês, de “exposure”), medida em frações de segundos ou segundos inteiros. Por serem frações, também seguem a regra do “mais é menos”. Uma velocidade de “1000”, que na verdade representa 1/1000 s, significa uma exposição menor que uma velocidade de 500 (1/500 s). Faz sentido: quanto maior a velocidade, mais curta é a exposição.
A seqüência típica de uma câmera inclui valores como 1/2 (meio segundo), 1/4 (um quarto de segundo), 1/8 (um oitavo...), 1/15, 1/30, 1/60, 1/125, 1/250 e os já citados 1/500 e 1/1000 (um milésimo de segundo). Em exposições de um segundo ou mais, a velocidade passa a ser representada em segundos inteiros (1, 2, 4, 8 etc) – logo, quanto maior o número, mais longa a exposição. Como os valores praticamente dobram a cada ajuste, a mudança de um nível na velocidade também reduz à metade ou duplica a quantidade de luz que entra na câmera.
Tudo bem até aqui? No próximo mês falarei sobre a relação entre abertura e velocidade. Qualquer dúvida é só enviar um e-mail pra mim que tentarei esclarecer.
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