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::: Manoel Veras (Professor e Consultor em TI )

A pequena empresa e a nuvem

Como forma de reagir ao aumento da competição, muitas organizações tem buscado utilizar um formato organizacional mais flexível. A utilização de redes interorganizacionais passou a ser uma opção na busca desta flexibilidade. Diferente da verticalização, utilizada por organizações há algumas décadas atrás, onde todo o processo organizacional era executado por uma única empresa, a utilização de redes que interligam organizações, dando apoio aos processos, é uma resposta aos novos tempos de alta competitividade e representa a confluência de alguns conceitos como competência central (core competence) e terceirização (outsourcing). A pequena empresa é o ele central desta nova forma e a nuvem (cloud, internet) a sua espinha dorsal. Pequenos empresários, preparem-se para o novo mundo, seus parceiros e concorrentes podem estar em qualquer lugar do mundo.

ImagemEstas redes interoganizacionais permitem que pequenas empresas atuem em conjunto como se fossem um grande sistema de valor em relações peer-to-peer e não em forma de elo forte e elos fracos. Ou seja, neste novo arranjo vale a cooperação e a inteligência coletiva. Na medida em que o custo de transação diminui com a utilização da tecnologia da informação e particularmente da nuvem que atua como uma espécie de “cola” de baixo custo estes arranjos tendem a avançar e prosperar. É a nova revolução industrial onde os átomos são colados pelos bits, como diz Chris Anderson. Diversas pequenas empresas espalhadas pelo mundo passam a atuar desta forma executando parte do processo de negócio e deixando para outras, outras partes, em uma escala global. Chegou a sua vez. Você não depende mais do cara da esquina. Seu parceiro pode estar na CHINA.Esta é a nova REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Imagem O insumo básico desta nova forma de organização, amparada por redes interorganizacionais e orientada a processos é a informação. A informação é parte do valor agregado de cada atividade componente do processo de negócio, executado pelas partes da rede. Só que agora esta informação é processada, armazenada e comunicada em sua forma digital (baseada em 0s e 1s). O formato digital torna o processo de manipulação da informação mais eficiente e reduz o custo de transação e tornou-se a forma padrão utilizada por estas organizações. Vivemos a era da REDE.
A nuvem é a espinha dorsal deste novo arranjo. Permite do lado do empreendedor, qualquer que seja o seu negócio , achar os parceiros em qualquer lugar do mundo a um custo adequado.

Imagem No caso do empreendedor com foco em TI permite utilizar uma nova forma de fazer negócios onde a sua empresa hospeda sua solução , ganha escala e cobra por serviço. Do lado da pequena empresa, compradora de serviços, a nuvem permite um novo arranjo que torna o serviço a ser adquirido muito mais interessante economicamente do que a forma anterior baseada em aquisição de equipamentos, programas e mão de obra. O caso do Rally Fighter (figura) que teve seu design terceirizado para a nuvem é a própria representação desta nova forma de operar uma organização.