


::: Jansen Leiros (Advogado, escritor e Assessor da presidência FECOMERCIO/RN
)
O atual cenário
da economia no RN - Parte II
Qutro aspecto que vale salientar é o do quadro de geração de empregos, Apesar de o comércio e o setor de serviços manterem-se na vanguarda como os maiores empregadores do Estado do Rio Grande do Norte, a inserção no mercado de trabalho tem sido bem aquém da registrada antes da crise. Segundo essas estatísticas, as diferenças contabilizadas foram em torno de 666 demissões a mais do que as contratações, de janeiro junho deste ano.
“Naturalmente, essa desaceleração iria ocorrer” analisa o economista do IBGE, José Aldemir Freire. É que, segundo ele, os efeitos diretos da crise, em todos os setores, motivaram um número próximo de 14 mil demissões superando as contratações. Essa circunstância é preponderante para a redução de potenciais consumidores, em circulação.
Os impactos não foram mais fortes no RN, pois que ocorreram fatos moderadores em suas naturezas, como os reajustes no salário mínimo; os benefícios da “bolsa família”; o seguro desemprego, que “funcionou como renda”, ajudando a minimizar a retração da demanda, comentou Aldemir Freire.
Diante do quadro, o superintendente da Câmara dos Dirigentes Lojistas, Adelmo Freire, assim se pronunciou sobre a crise: “ O empresário recuou em investimentos e o consumidor também travou , pensando estar correndo risco de perder o emprego. Ele temeu ficar sem meios de pagar novas compras.”
No entendimento de Marcelo Queiroz, Presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Norte, “os consumidores estavam mais cautelosos, mas já tem demonstrado disposição para voltarem às compras” E continuou, dizendo: “É claro que tivemos um ano difícil. O comércio depende de todos os outros setores e tivemos nesses outros segmentos, muito mais gente demitida. As pessoas passaram a consumir só o necessário, mas, esperamos que voltem logo a consumir com força”. Finalizando, Marcelo Queiroz comentou: “O índice de 3,2% de crescimento deve ser comemorado.”
No cenário anterior à eclosão da crise, tínhamos um incentivo que tornou-se um êmulo impulsionador das vendas: O IPI, que baixou os preços dos automotivos. Quando a crise surgiu, “o crescimento das vendas caiu aproximadamente de 50%, entre outubro e novembro de 2.008” afirma Tomás Guimarães Filho, presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores no Rio Grande do Norte, que, supondo entrar o ano em azul, conclui dizendo: “Já recuperamos a média de vendas de 2.100 carros por mês em 2.008.”
Outros setores também foram beneficiados com a redução do imposto: O segmento de material de construção, o setor de automotores e o de eletros-domésticos. Entretanto, cabe, aqui, enfocar que esses podem ser considerados como especiais, pois são mais caros e dependem mais fortemente de condições de crédito, de prazos mais longos e juros mais baixos. Para esses, a queda do crescimento já era esperada, porém, apesar de tudo, nos parece que, discretamente, responderam aos estímulos.
Cabe ressaltar, também, que para esses setores a oferta de crédito segue em ritmo de normalização. Outra mostra da reação pode ser apontada no setor dos Supermercados, que cresceu 7.2% de janeiro a julho, em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo Valdir Farias, presidente da Associação que representa o segmento, “A crise passou na calçada, mas não entrou nos supermercados”
Como vimos, as perspectivas projetadas para vencer a crise nos remete à convicção de que, três pontos são primordiais para o alcance das metas traçadas para esse enfrentamento: Primeiro, acreditar-se na potencialidade de nosso negócio; segundo redobrar os esforços no sentido de alcançar as metas projetadas no plano estratégico empresarial da organização que se dirige; terceiro conseguir o apoio dos órgãos financiadores, como o BNB, que poderá, através de programas como o FNE, dobrar o patamar da oferta de recursos, propiciando o desenvolvimento tão perseguido e promovendo o incentivo às riquezas buscadas para o bem estar do povo desta nação, principalmente para nós, um povo nordestinado.
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